Em um dos jornais hoje do rio a manchete
"Choveu ontem na cidade o equivalente a 40 dias".
Se ISSO nao éh um diluvio, nao sei mais o que poderia ser.
Previsao de hoje pelo clima tempo sao 90 mm de chuva... comecei a acreditar no fim do mundo dia 21, hehehehe
26 abril 2011
31 março 2011
Bia Freyd
Bia fez mais uma plástico
Medalha de ouro ganhou
Categoria: Freak Show
Implante parcial
Cyberpsicose maneira
Destruiu a casa inteira
Abriu seu coração
Para um namorado
14 gigas de emoção
Medalha de ouro ganhou
Categoria: Freak Show
Implante parcial
Cyberpsicose maneira
Destruiu a casa inteira
Abriu seu coração
Para um namorado
14 gigas de emoção
27 março 2011
A Sola do Sapato
A pedrinha presa na sola do sapato
A teia que nao mais se reinventa
A casa que nao se movimenta.
O relõgio parado sem corda
O Pano por sobre o espelho
A mobilia consumida pelo tempo...
A falta da foto do menino.
A foto da falta do filho
A Foto. A Falta. O Fato.
A ausencia que ninguem comenta.
A teia que nao mais se reinventa
A casa que nao se movimenta.
O relõgio parado sem corda
O Pano por sobre o espelho
A mobilia consumida pelo tempo...
A falta da foto do menino.
A foto da falta do filho
A Foto. A Falta. O Fato.
A ausencia que ninguem comenta.
Pintura
Aguardo por ti, meu doce marujo
Que me faça corte, que me vista os panos
que rasgue minhas entranhas!
Me torne virgem, outra vez, por alguns instantes
Desejo, desejo desejo...
Muda a lua, me inundam seus humores, histérica, desvairada, .
Uivando aos quatro cantos que sou tua, somente tua
Fiel, enquanto, meu porto, adentrar.
Que venham seus mares de horrores, aos baldes seus amores,
Que me escorra pelas pernas, me faça piegas
Me torne a moça, que só quer chorar!
Venha, fique entre minhas pernas,
Goteje, me imunde, me instrua
me lembre que sou mulher
Me torne Pura, Santa e Suja
Por ti quero ruborizar!
Que me faça corte, que me vista os panos
que rasgue minhas entranhas!
Me torne virgem, outra vez, por alguns instantes
Desejo, desejo desejo...
Muda a lua, me inundam seus humores, histérica, desvairada, .
Uivando aos quatro cantos que sou tua, somente tua
Fiel, enquanto, meu porto, adentrar.
Que venham seus mares de horrores, aos baldes seus amores,
Que me escorra pelas pernas, me faça piegas
Me torne a moça, que só quer chorar!
Venha, fique entre minhas pernas,
Goteje, me imunde, me instrua
me lembre que sou mulher
Me torne Pura, Santa e Suja
Por ti quero ruborizar!
29 outubro 2010
Bocadinhos
Amavam-se Julio e Roberta
Como se fossem bombons da caixa
Repartiam-se, se desembrulhavam
Berta queria ser uma de cereja,
Surpreendentemente doce
Sóbria, sem licor.
E ainda assim...
Roberta queira ser cereja
Vermelho pulsante
Uma surpresa suculenta.
Sempre.
E ele se via como um trufa,
Puro cacau
Docemente amargo
Gosto prolongado.
Um dia Julio exparimentou
Se lambuzar em outra freguesia.
E a policia o encontrou
Em uma caixa enfeitada
Devorado, ao nacos
Escorrendo seu recheio pela calçada.
De Roberta, nunca mais se soube.
14 julho 2010
A Gota D´água
Pendurando a tristeza
atrás da porta
Junto com os trocados
e os restos de dignidade
Ele quase chegou em casa.
Nenhuma novidade na TV,´
Nada na validade na geladeira
Esperança alguma na carteira.
As mesmas noticias de sempre
no jornal.
Não é o que se poderia chamar
De volta ao lar.
Ao lado os vizinhos discutiam futebol.
Como se fosse política.
E politica, como se fosse futebol.
E a torneira, pingando.
Pingando.
Pingando...
atrás da porta
Junto com os trocados
e os restos de dignidade
Ele quase chegou em casa.
Nenhuma novidade na TV,´
Nada na validade na geladeira
Esperança alguma na carteira.
As mesmas noticias de sempre
no jornal.
Não é o que se poderia chamar
De volta ao lar.
Ao lado os vizinhos discutiam futebol.
Como se fosse política.
E politica, como se fosse futebol.
E a torneira, pingando.
Pingando.
Pingando...
07 junho 2010
Kolgate
Galgava as ruas com quinquilharias
Vendendo de tudo,
e ninguem comprando nada.
Abria os dentes para portas fechadas
Um doce olhar contra o azedume.
Quicava de porta em porta em porta.
Subia e descia, fazia-se ossos ambulantes
Um dia João resolveu vender seu riso
Para um anúncio de chicletes.
Não ficou rico, nem famoso
Quicando.
Morreu cariado em uma calçada
Surrado, por entre os dentes.
Vendendo de tudo,
e ninguem comprando nada.
Abria os dentes para portas fechadas
Um doce olhar contra o azedume.
Quicava de porta em porta em porta.
Subia e descia, fazia-se ossos ambulantes
Um dia João resolveu vender seu riso
Para um anúncio de chicletes.
Não ficou rico, nem famoso
Quicando.
Morreu cariado em uma calçada
Surrado, por entre os dentes.
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